quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Experiências de minha participação enquanto aluna de curso EAD em blogs que tratam do assunto.

INTRODUÇÃO
Este trabalho é o Desafio de Aprendizagem das aulas 1, 2, 3 e 4 da disciplina: A educação à distância no Brasil e no Mundo, ministradas pelo Prof. Dr. João Mattar. Neste desafio, faço uma ponderação sobre as postagens que realizei, bem como reflexões sobre minha participação em blogs que tratam do assunto EAD. Também relato minhas percepções e aprendizados sobre a EAD com base em outras leituras a respeito do tema.

REFLEXÕES SOBRE BLOGS E OUTROS TEXTOS EAD
Desde que ingressei no curso de metodologias e gestão para a educação à distância pela faculdade Anhanguera de Limeira-SP, tive a oportunidade de ler mais sobre o assunto do ensino EAD no Brasil e no mundo e de me inteirar de como as pessoas, em geral internautas, estão enxergando o ensino à distância.
Logo no início me deparei com um vídeo do Conselho Federal de Serviço Social que comparava o ensino à distância à alimentação fast-food. Segundo o vídeo, estudar à distância era como se alimentar de lanches rápidos todos os dias, ao invés de uma refeição balanceada. 

Confesso que me assustei um pouco de início, acreditando que esse tipo de pensamento já havia invadido a mentalidade da maioria das pessoas. Porém tamanha foi minha surpresa ao ver no blog <http://www.educacaoadistancia.blog.br/aula-a-distancia-nao-e-%E2%80%9Cfast-food%E2%80%9D/comment-page-5/#comment-18116> que uma liminar havia sido concedida pelo juiz federal Haroldo Nader, da 8ª Vara de Campinas (SP) e, mais importante, fiquei surpresa em ver a reação positiva (de apoio) dos internautas quanto à decisão do juiz.
Participei por vários dias das discussões que foram travadas no blog supracitado, lendo e postando comentários sobre o assunto EAD. Pude notar que a maioria das pessoas que se manifestaram para comentar o assunto estava a favor da decisão do juiz. Dessa forma, penso que o ensino á distância no Brasil está se difundindo de forma bastante positiva. Certamente que há pessoas e instituições que ainda não se mostraram abertas a esse novo modelo de ensino, porém acredito que é uma questão de tempo e resultados para que estas instituições e pessoas quebrem estes paradigmas. Tive a mesma sensação, participando de discussões no blog < http://www.educacaoadistancia.blog.br/ensino-a-distancia-falta-de-tempo-carreira-profissional/comment-page-3/#comment-18110> onde a maioria dos participantes se mostraram bastante abertos e motivados com o ensino à distância.

O site do Professor José Manuel Moran http://www.eca.usp.br/prof/moran/dist.htm também foi muito rico no sentido de informar todas as mudanças que ocorreram e ocorrem no Brasil e no mundo com relação à EAD. Ele expo de forma simples e direta como essa mudança e educação está ocorrendo no Brasil, as reações e também resistência por parte de algumas universidades em aceitar esse formato de ensino. Porém, mais interessante a meu ver, são as possibilidades educacionais que se abrem para todos. De certa forma, posso afirmar que minha visão da educação à distância era um pouco comprometida antes de conhecer as idéias do professor Moran. Ele mostra dados e possibilidades que são fantásticas e nos mostra de forma clara que a EAD é possível, presente cada vez mais na nossa vida e, mais importante, vitoriosa, uma vez que vem crescendo mais e mais no Brasil e no mundo e só tende a continuar crescendo.

O professor deixa claro que esse processo de aprendizagem não é introduzido numa sociedade de forma simples e rápida. Isso requer anos de estudo, de acertos e erros para se chegar ao sucesso total. Contudo temos exemplos maravilhosos desse ensino dando certo e isso nos motiva a estudar e incentivar cada vez mais esse novo formato de estudo.
No site da Profa. Dra. Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, <http://www.faesp.br/rafi/ed2/artigos_maria_elizabeth.aspx> encontramos, porém pontos de vistas conexos, no que diz respeito à EAD no Brasil. Estes pontos de vista questionam de certa forma o que o professor Moran  coloca como uma educação acessível a todos. Para Almeida:

“Há de considerar a situação de parte da população inserida na cultura digital e desenvolver políticas públicas que permitam atender seus anseios educacionais por meio da integração da tecnologia digital associada a outras tecnologias, conforme o contexto, objetivos pedagógicos e características das atividades a realizar.”

Bastante interessante é este modo de pensar da professora Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida. Não só é importante difundir a educação à distância no Brasil, mas é fundamental que as pessoas saibam o que isso envolve. Quando ela fala de associarmos a tecnologia digital com outras tecnologias, entende-se que o mundo virtual é muito rico, porém há outras formas de aprendizagem (livros, documentários, entrevistas, etc) que também são importantes e que juntas formarão uma aprendizagem completar e interligada.
A professora Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida também aponta sabiamente para a necessidade de inclusão. Segundo Almeida:

 ... é preciso prover infra-estrutura e promover atividades que favoreçam às pessoas que não dominam os recursos tecnológicos ou não fazem uso desses em seu cotidiano, o desenvolvimento da fluência tecnológica para que possam participar de atividades a distância com suporte no meio digital, caso contrário se estará fortalecendo a exclusão educacional, social e digital.

Considero pertinente esta questão, visto que nem toda a população brasileira tem acesso aos recursos tecnológicos e à internet. É preciso que haja políticas públicas que enxerguem a EAD como um meio de incluir essas pessoas num ambiente tecnológico e assim ampliar o conhecimento e educação destas. Em certos núcleos e comunidades, a implantação de espaços públicos para acesso à internet seria um caminho para esta população ter acesso aos estudos e pesquisas. Nem todos têm a possibilidade de frequentar uma universidade presencial, mas se lhes fossem dados esta oportunidade de estudar sem sair de sua comunidade, num espaço para todos, certamente que muitos se interessariam mais pelos estudos e isso seria um grande ganho para a nação em termos de aprendizagem, conhecimento e acesso ao mundo virtual.

CONCLUSÃO
Minha conclusão, após várias leituras e discussões nos blogs e websites acima acessados é que ainda há várias instituições e pessoas que ainda não aderiram ou não aceitam este novo modelo educacional. Por outro lado, fico entusiasmada em ver o número de pessoas que se colocam a favor e dão credibilidade à EAD. O que me decepcionou um pouco, foi o conteúdo um tanto vago de alguns comentários e postagens nos blogs visitados por mim. Foram poucos os internautas que realmente se aprofundaram no assunto e postaram comentários com fundamentos teóricos. A maioria fez comentários que não contribuíram para reflexões mais arraigadas sobre o tema. O que mais enriqueceu meu conteúdo sobre EAD, foram os textos pesquisados fora dos blogs, onde há maior aprofundamento e desenvoltura do assunto.

Em resumo, vejo um caminho promissor para o ensino à distância no Brasil visto que já este já está aprovado pelo MEC e vem dando resultados positivos (segundo próprios alunos e professores que participaram das discussões nos blogs e no site do professor Moran). O ponto que mais devemos nos preocupar é com relação à inclusão. Deixo aqui um questionamento pertinente colocado pela profa. Dra. Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida que é a questão da inclusão digital. Pensemos em como podemos disponibilizar a EAD a toda população, sem exceção. 

Acredito que nós, enquanto alunos e credores deste modelo, sejamos os próprios difusores e exemplos do sucesso deste tipo de educação e, principalmente os pioneiros em inclusão digital e social.  Que os professores possam nos instigar à pesquisa e que sejamos pró-ativos para assim contribuirmos para uma sociedade melhor.

Um comentário:

  1. Olá Elga,

    Achei muito interessante sua experiência, porém acredito que todos nós temos um pré conceito em tudo em nossa vida e, talvez seja isso que fazia com que você tivesse uma opinião contrária antes dos seus estudo sobre EaD, pois comigo foi o que aconteceu.

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